Efeito do volume de aplicação sobre a tenacidade de fungicidas usando o oídio em plantas de soja como indicador

Autores

  • Dr. Diego Miranda de Souza Faculdade Regional de Espírito Santo do Pinhal (UniPinhal), Espírito Santo do Pinhal – SP, Brasil Autor https://orcid.org/0000-0002-4965-713X
  • Dr. Carlos Gilberto Raetano Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA/UNESP), Botucatu – SP, Brasil. Autor https://orcid.org/0000-0001-8897-9310
  • Ian Bradley Castilho Moreira de Oliveira Passos Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA/UNESP), Botucatu – SP, Brasil. Autor
  • Marcelo Maretti Scomparin Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA/UNESP), Botucatu – SP, Brasil. Autor
  • Patrick Julio de Jesus Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA/UNESP), Botucatu – SP, Brasil. Autor
  • Lucas Maciel D’Agostino Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA/UNESP), Botucatu – SP, Brasil. Autor
  • Pedro Campos Aguiar Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA/UNESP), Botucatu – SP, Brasil. Autor

Palavras-chave:

volume de calda, taxa de aplicação, fungicida protetor, persistência de fungicidas

Resumo

O uso de fungicidas é crucial no manejo de doenças da soja. A maneira mais comum de aplicação da calda fungicida é a pulverização sobre as plantas, contudo, o volume de aplicação pode afetar a distribuição do fungicida e consequentemente a disponibilidade do fungicida sobre a planta (tenacidade). A tenacidade do fungicida pode afetar o número de aplicações ao longo da safra. Medir a presença de um composto químico sobre a planta pode ser oneroso, contudo, é possível observar a tenacidade de um fungicida de uma maneira indireta. Para isso, basta observar o desenvolvimento de um patógeno sobre a planta previamente tratada. Portanto, o objetivo deste trabalho é avaliar o efeito do volume de aplicação caldas fungicidas sobre o tempo de controle do fungo Microsphaera difusa Cke. & Pk. em plantas de soja. O experimento foi conduzido em casa de vegetação, com irrigação exclusivamente por capilaridade. Os tratamentos foram compostos de três caldas fungicidas (Unizeb Gold®, Fox® e Unizeb Gold®+ Fox®), em diferentes volumes de aplicação (50, 80, 110 e 150 L ha-1). Os resultados evidenciaram que as caldas fungicidas reduziram o progresso da doença; a eficiência de Fox® é comprometida no menor volume de aplicação; houve sinergismo na associação entre Unizeb Gold® e Fox® no controle da doença; a associação entre Unizeb Gold® e Fox® apresentou uma tenacidade de no mínimo 56 dias após a aplicação.

 

Biografia do Autor

  • Dr. Diego Miranda de Souza, Faculdade Regional de Espírito Santo do Pinhal (UniPinhal), Espírito Santo do Pinhal – SP, Brasil

    Engenheiro Agrônomo pela faculdade Manoel Carlos Gonçalves (UniPinhal), onde desde então desenvolve trabalhos na área de fitopatologia, controle químico e grandes culturas. Começou sua carreira profissional, como estagiário, na empresa BASF S/A (2010). Contratado como Assistente Técnico de Pesquisa teve oportunidade de conduzir ensaios experimentais em diversas culturas (2010/2011) até receber o desafio de colaborar com o mercado de cana-de-açúcar, no desenvolvimento e implementação do projeto AgMuSa (2011/2013). Cursou pós-graduação em cana-de-açúcar pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC) (2012). Especializou-se em Proteção de Plantas pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) (2013/2014). Atuou como pesquiador em Agronomia, bolsista CAPES, Mestre (2013/2016) e Doutor (2016/2019) em Proteção de Plantas pela Faculdade de Ciências Agronômicas de Botucatu (FCA/UNESP - Botucatu). Professor Universitário nas Faculdades Gammon (2017/2021) e coordenador do curso de Engenharia Agronômica (2020). Atua como docente no curso de Engenharia Agronômica da UniPinhal (2020-dias atuais), Coordenador do programa de iniciação científica da UniPinhal (PIC) e Editor-chefe da Revista Científica UniPinhal.

  • Dr. Carlos Gilberto Raetano, Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA/UNESP), Botucatu – SP, Brasil.

    Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Viçosa (1986), Mestrado em Entomologia pela Universidade de São Paulo - ESALQ/Piracicaba (1991) e Doutorado em Entomologia pela Universidade de São Paulo - ESALQ/Piracicaba (1997) na área de Tecnologia de Aplicação de Defensivos Agrícolas. Livre-Docente (2011) na área de Tecnologia de aplicação de produtos fitossanitários. Estágio no exterior - USDA - ARS - Application Technology Unit - Wooster, USA (2012) supervisionado por Dr. Heping Zhu. Professor Titular (2019) da FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRONÔMICAS / UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JULIO DE MESQUITA FILHO na área de Tecnologia de Aplicação de Produtos Fitossanitários. Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Agronomia - Proteção de Plantas no período 2012 a 2017. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Defesa Fitossanitária, atuando principalmente nos seguintes temas: tecnologia de aplicação, controle químico, pulverização, produtos fitossanitários e adjuvantes de pulverização. Bolsista PQ - CNPq Nível 2.

  • Ian Bradley Castilho Moreira de Oliveira Passos, Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA/UNESP), Botucatu – SP, Brasil.

    Engenheiro Agrônomo

  • Marcelo Maretti Scomparin, Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA/UNESP), Botucatu – SP, Brasil.

    Engenheiro Agrônomo

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Publicado

2026-03-23

Edição

Seção

Artigo científico original

Como Citar

Efeito do volume de aplicação sobre a tenacidade de fungicidas usando o oídio em plantas de soja como indicador. (2026). Revista Científica UniPinhal, 1(1), e2025005. https://ojs.unipinhal.edu.br/revista/article/view/15